Conselheiros de patrimônio cultural são empossados em Foz

A nomeação do Cepac (Conselho Municipal de Patrimônio Cultural) marca o início da implementação da política municipal de proteção e promoção dos bens culturais, artísticos, históricos e naturais de Foz do Iguaçu. Os integrantes do órgão foram empossados em cumprimento à lei 4.470/16, durante solenidade pública realizada sexta-feira, 07, no auditório da Fundação Cultural.

O evento reuniu conselheiros do Cepac, produtores culturais, agentes públicos e pioneiros da cidade. Durante a solenidade, aconteceram apresentações artísticas do coral Todo Canto, mantido pela Unila, e do músico Roger Solano. A comunidade ainda pôde prestigiar parte da história da cidade retratada na exposição fotográfica da Setur (Secretaria Municipal de Turismo).

O presidente do CMPC (Conselho Municipal de Políticas Culturais), José Luiz Pereira, defendeu o patrimônio cultural como parte integrante da cidadania e dos direitos culturais da população iguaçuense. Pereira ressaltou a atuação dos diversos agentes sociais que vêm trabalhando desde o ano de 2014 para a efetivação da legislação patrimonial no município.

José Luiz Pereira: “Nosso desafio agora é lutar pelo cumprimento integral da lei de patrimônio cultural”

“O novo ciclo que começamos hoje representa uma vitória, mas também será de muito trabalho. Nosso desafio é lutar pelo cumprimento integral da lei de patrimônio cultural”, disse José Luiz Pereira. “Significa que renovamos nossas reivindicações pela criação de um museu, recursos para projetos por meio do Fundo de Cultura e a execução de um plano de educação patrimonial”, frisou.

Patrimônios culturais
A presidente da Fundação Cultural, Vera Vieira, classificou a constituição do Cepac como um acontecimento histórico para Foz do Iguaçu. Para a gestora cultural, o conselho terá o papel de resgatar e promover a história das pessoas que ajudaram a construir o município, contribuindo para o entendimento coletivo sobre a formação, o presente e o futuro da cidade.

“Para saber quem somos, temos de olhar lá atrás. Para construirmos o futuro, precisamos resgatar e entender o passado”, afirmou Vera Vieira. “Precisamos resgatar a história das pessoas que passaram por aqui, compreender os seus sonhos e por que vieram para a nossa cidade. O Conselho de Patrimônio Cultural deve valorizar a vida que existiu aqui”, ponderou.

Apresentação do coral Todo Canto, projeto de extensão da Unila

Representando a Unila, o professor Marcos Eduardo Vitorino da Silva enfatizou a importância da conexão entre a universidade e a comunidade. O docente destacou as múltiplas possibilidades do patrimônio cultural. “Fazemos história a todo o momento. Há muitos patrimônios culturais a serem valorizados, ainda mais em uma cidade marcada pela diversidade étnica e cultural”, falou.

A presidente da AEFI (Associação de Arquitetos, Engenheiros e Agrônomos), Thaís Marzurkicwicz, disse que além de proteger o patrimônio cultural, as políticas públicas devem dar condições para o desenvolvimento de novos bens culturais. “Queremos resgatar, mas também queremos incentivo para que sejam produzidos novos patrimônios para serem protegidos no futuro”, afirmou.

Legislação
A lei 4.470/16 classifica como patrimônio cultural os bens de natureza material e imaterial de relevância coletiva, tendo como instrumentos de proteção o Tombamento e o Inventário de Bens Culturais. O Cepac tem caráter consultivo e deliberativo, formado por 18 conselheiros indicados de forma tripartite por órgãos públicos municipais e federais, universidades, organizações culturais e entidades de classe.

(Conselho de Cultura – Foz)

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