Pesquisa revela situação da bibliotecas brasileiras

2204_Biblioteca_-685x320Estudo do Observatório do Livro e da Leitura consultou 503 unidades.

Carência de infraestrutura, tecnologia e de visitantes. Este é o quadro comum entre as bibliotecas públicas de todo o país, de acordo com a pesquisa “Bibliotecas e Leitura Digital no Brasil”, divulgada recentemente pelo Observatório do Livro e da Leitura. Para a elaboração do levantamento Foram consultadas 503 instituições das cinco regiões nacionais.

Segundo os dados da pesquisa, a média de visitantes mensais nas bibliotecas do país é de 420 pessoas e de 19 visitantes por dia, ao se considerar apenas o funcionamentos dos espaços nos dias de semana. Algumas bibliotecas não chegam a atender 50 pessoas durante um mês inteiro. Em oposição a esse triste cenário, equipamentos dos grandes centros ajudam a elevar a média de visitantes, atingindo até cinco mil pessoas por mês em cidades como São Paulo Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Salvador.

A pesquisa do Observatório do Livro e da Leitura mostra ainda que 52,5% das bibliotecas eram de escolas municipais, 16,3% são bibliotecas comunitárias, 11,22% dos equipamentos são de instituições escolares públicas, 4,42% são públicas estaduais, 2,4% são escolas privadas, 2,81% são rurais, 3,81% são de universidades, 1,8% são de órgãos públicos e 1,4% de empresas públicas e privadas. Segundo estimativas, o Brasil pode ter cerca de 120 mil bibliotecas.

A apuração dos dados mostra que na a distribuição geográfica das bibliotecas, 34,6% dos espaços estão situados  na região Sudeste, onde São Paulo e Minas Gerais se destacam, com 14,3% e 13,7% do total de instituições pesquisadas.  Já o Centro-Oeste e o Norte possuem poucos bibliotecas, com 6,8% e 5,6%, respectivamente.

Outra indicação preocupante da pesquisa “Bibliotecas e Leitura Digital no Brasil” aponta que 20% dos estabelecimentos consultados não possuem nenhum computador com acesso à internet. Na média geral, 3,2 é a proporção de equipamentos de computador por unidade e o número de 6,39 corresponde aos aparelhos destinados aos leitores.

A pesquisa demonstra que 65% das bibliotecas se utilizam da banda larga para conexão com a internet, chegando a 77,7% nas bibliotecas de escolas e a 87,5% no caso das universitárias. Cerca de 65,55% das bibliotecas analisadas têm apenas o computador como ferramenta para acessar a internet. Quando não são considerados os computadores, o aparelho mais utilizado para acessar a rede é o smartphone (uma média de 11 aparelhos por estabelecimento, geralmente de uso pessoal dos funcionários).

Em que pese a pouca estrutura, o estudo revelou que as bibliotecas estão abertas à tecnologia. Para 57,64% dos entrevistados na pesquisa, entre bibliotecários, coordenadores e diretores das unidades, os usuários deverão aderir a outras formas de acesso aos livros, como os ebooks, podendo inclusive ler mais. Apenas 5,3% dos entrevistados acham que os leitores vão deixar de usar os livros de papel, enquanto 82,08% acham que os dois tipos vão conviver.

Ainda segundo o Observatório do Livro e da Leitura, um livro é utilizado em uma biblioteca 168 vezes para literatura comum e 263 vezes no caso de enciclopédias, atlas e dicionários. Já os jornais diários   são inutilizados depois de 27 utilizações por diferentes pessoas. As revistas semanais são lidas por 63,5 usuários, enquanto em bibliotecas escolares os exemplares das revistas podem ser lidos pelo menos 105 vezes. Os gibis teriam vida por 62,16 usos e as revistas mensais podem ser usadas pelo menos 83,79 vezes.

Para ler a pesquisa completa, clique aqui.

(Portal Guatá)

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  1. Sérgio Benevides

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